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daquilo que vibra

poesia, opinião e devaneios; ou tudo isso junto e temperado

segunda-feira, julho 03, 2006

Você sabe o que é parto humanizado?


Cesarianas sem necessidade, antes da bolsa romper, sem respeitar o tempo natural do trabalho de parto; drogas colocadas no soro da gestante sem que ela seja consultada; não respeitar à lei que garante a mulher o acompanhante que quiser durante o parto; estes e outros crimes físicos e psicológicos fizeram que eu me conscientizasse de mais um problema do mundo moderno em que vivemos: a falta de autonomia da mulher durante um dos momentos mais importantes da sua vida, que é o nascimento de seus filhos.
A violência explode da sociedade para dentro da sala de parto. Ela está presente no atendimento à parturiente. Sabe-se que a violência se manifesta não só por atos de agressão física. Ela tem seu início em palavras e frases.
Quando a mulher reclama das dores escuta invariavelmente uma frase: "Estava bom na hora de fazer, agora agüenta", além de outras agressões verbais. É isso que a sociedade moderna e tecnológica nos oferece? E eu não me informei disso tudo com senhoras desocupadas que sempre que vêem uma mulher grávida contam uma triste história, ou outras pessoas que tenham o infeliz interesse de narrar o parto como uma experiência trágica, e não uma dádiva. Foram mães, amigas minhas, que passaram por experiências terríveis (em hospitais caros e médicos particulares), enfermeiras obstetras com mais de 40 anos de trabalho na área, psicólogos e médicos com renome internacional e, o mais importante, humanizados. Se vocês precisam de todos estes argumentos para acreditar que é muito melhor que uma criança nasça em casa e de maneira natural, tudo bem, justificativas tem várias. Mas o que abriu meus olhos foi saber que existe um movimento como esse, do parto humanizado, que luta contra às injustiças feitas com as mulheres e propõe a maneira mais bonita e verdadeira de um filho nascer. O parto humanizado garante a posição que a mulher quer parir, quem vai estar com ela, o local que ela vai escolher, a ausência do uso incorreto de medicamentos e anestesias, a total liberdade de movimentos até o bebê nascer, a ingestão de líquidos e comidas se for sua vontade, não fazer a dolorida e não necessária lavagem estomacal antes do trabalho de parto, ter o acompanhamento de uma doula (tipo especial de enfermeira) que pode aplicar massagens, relaxamentos e deixar a mulher mais segura e confiante, entre outras coisas.
Médicos que mentem durante todo o pré-natal, afirmando que o bebê vai nascer corretamente, sem estímulos artificiais, cesáreas forçadas, métodos doloridos para que tudo acabe rápido, está sendo o mais comum atualmente.
Pela OMS (Organização Mundial da Saúde) o índice recomendado de cesarianas é de 15%, mas no Brasil o “normal” é esta porcentagem variar entre 80% e 90%. É mais rápido para o médico, mais fácil, ele e o hospital vão ganhar mais dinheiro do que se fosse parto vaginal, vai poder agendar outras cirurgias pro mesmo dia e não perder tempo com gestante nenhuma. Mas afinal, de quem é o parto? Do médico que quer o benefício para si mesmo ou da mãe e do bebê que são os que realmente dão à luz?
No SUS acontece diferente, já que é mais caro para o governo uma cesariana, o médico e o hospital público que a evitar e realizar parto normal ou cirurgia só mesmo se precisar, recebem pelo seu trabalho, os que passarem do índice recomendado de cesáreas ficam sem o pagamento. É triste pegar eles pelo bolso, e não pela consciência.
Na Europa o controle de cesáreas sem necessidade real é bem mais rígido, e o parto domiciliar já é uma idéia aceita como o melhor a se fazer. É claro que o trabalho de parto pode ser difícil, e, frente a qualquer complicação previamente constatada, a mulher vai para um hospital e, se precisar, realiza uma cesariana. Só que a exceção já virou regra, e existem gestantes tão condicionadas ao sistema mentiroso em que vivemos, que não questionam seu médico, não pesquisam sobre os errados mitos do parto natural e domiciliar, se deixam serem enganadas e depois vivem frustradas porque percebem que algo não saiu como o esperado. Mas também tem aquelas que o modelo de vida artificial é considerado como o certo, então marcam uma cesárea para escolher o signo do filho como se marcassem uma hora no cabeleireiro. E isso não é piada, deu na Rede Globo, no programa da Ana Maria Braga, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Este artigo pode ser polêmico para alguns que nunca pensaram com atenção sobre este assunto, ou não estão nem aí com os direitos das mulheres. Para outros é mais um grito contra as mentiras do sistema, que tanto nos massacra. Mas o mais importante é que ele abra os olhos das mulheres que já são mães ou ainda vão ser, e ajude na luta destas que passam caladas por injustiças médicas e hospitalares.
Para uma informação muito mais completa, pesquise em:
www.amigasdoparto.com.br
www.partohumanizado.com.br
www.partodoprincipio.com.br

Sabrina Bochi dos Santos, grávida de seis meses do Santiago