<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d15754125\x26blogName\x3ddaquilo+que+vibra\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://doverbovibrar.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://doverbovibrar.blogspot.com/\x26vt\x3d2615184620448930177', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

daquilo que vibra

poesia, opinião e devaneios; ou tudo isso junto e temperado

quarta-feira, outubro 19, 2005

Wu Ming e Cavazzoni na Feira

Pessoas
A Feira do Livro é ótima e tem toda sua programação gratuita, com participantes locais, nacionais e internacionais. Mesmo assim muitas palestras ficam vazias, e a galera continua reclamando que por aqui não acontece nada...
Fiquem ligados nos eventos e aproveitem as mesas-redondas, peças de teatro, saraus e a cervejinha de fim de tarde na Praça. Abaixo, e em primeira mão, duas palestras muito fodas que vão rolar, só pra dar um gostinho.

Presença Italiana: WU MING 3 – De Luther Blisset à aventura Wu Ming de prosa coletiva: os revolucionários da literatura sem nome e sem rosto
O coletivo Wu Ming nasceu em 1994, na Itália, quando quatro rapazes de Bolonha criaram uma persona chamada Luther Blisset e, por meio dela, declararam-se em “guerrilha midiática” contra toda a sociedade do espetáculo e seu braço mais influente, a imprensa. Com a participação do Wu Ming 3 Luca Di Meo e mediação de Lena Kurtz e Cristiane Finger.


Presença Italiana – Ermanno Cavazzoni
Absurdos verossímeis e a busca de sentidos inusitados na literatura
Herdeiro da literatura pós-guerra e influenciado principalmente por Kafka, Beckett e Svevo, o escritor e professor universitário Ermanno Cavazzoni sabe que o absurdo nos rodeia e prefere associar-se a um humor nonsense e rir das situações a ter de simplesmente negá-las. Seu livro O Poema dos Lunáticos foi filmado por Federico Fellini (A Voz da Lua), tendo como co-roteirista o próprio Cavazzoni. O escritor será recepcionado por Donaldo Schüller e Antônio Hohlfeldt.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Cachaça para quem precisa


- Pô! Tu já vai embora, minha samambaia?!

Essa é só uma das histórias insanas que eu ouvi e vivi
na Cachaça de Casa Nova do André, sábado passado. Teve muuuitas outras que, se
o danificado cérebro permitir, vou ir me recordando ao longo da semana. Ou não.

Saldo pós-festa:

- meio piercing no chão da cozinha
- piso da porta dos fundos quebrado
- uma carteira perdida
- duas Norteñas quentes
- e otras surpresitas más

sexta-feira, outubro 07, 2005

Hahaha

Assis Brasil aqui na CRL


"Vou eligir um monumento à você"
Luiz Antonio de Assis Brasil

Ganhei meu dia...
E só tive que resolver uns probleminhas na participação dele,
na programação da Feira.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Hélio Pirú, o amigo da Kátia Flávia.


Como diz o André: "o mundo é um grande orkut".

- É um que é careca?!
- É!
- Mulato?!
- É!
- Usa óculos e é colorado doente?!
- É! É!
- Então é o Hélio Pirú!

Descubro nesta manhã que o Hélio Pirú, o amigo da Kátia Flávia, é amigo do meu pai.
Trabalharam juntos por anos.
Hélio gostava de constranger os amigos fingindo que era gay. Dava gritinhos e agarrava os colegas de trabalho pela rua.
Foi para as grotas que Judas perdeu as botas lá da Bahia atrás de uma morena. Ficou dois anos, não deu certo, voltou. Meu pai diz que ele é podre de malandro.
Bom, agora só me resta descobrir quem é a Kátia Flávia.

terça-feira, outubro 04, 2005

Kátia Flávia. Não é uma louraça belzebu provocante.


Um calor insuportável. Saio do mesmo restaurante que quase sempre almoço. Dois colegas de trabalho estão comigo e desviam da traseira de um carro que estava saindo da garagem. Na minha vez de passar a louca da motorista dá uma ré com tudo e bate no meu braço. Grito todas as coisas que consigo num momento de catarse, e o meu azar não pára por aí.
Tento depositar meu salário, acabo indo a quatro bancos. As filas não andavam, até que no quarto resolvo encarar. Tinha televisão e tava passando um jogo do Brasil X Turquia, e o Brasil estava ganhando.
Chega na minha vez e o caixa diz que o dinheiro não entraria hoje. Faço uma cara de pânico total, fico muda e apavorada. O cara resolve ajudar, disse que era para eu ir na agência do cheque e procurar a "Kátia Flávia". Detalhe: eu tinha que dizer que era amiga do "Hélio Pirú", vulgo o caixa que estava me atendendo. E ele repetia:

- Sabe mentir?
- Sei...
- Então vai lá e procura a Kátia Flávia!

Bem, sem saber se ria ou se chorava fui para uma reunião na Casa de Cultura. Encontro uma das pessoas que me esperava. Cartunista, designer, ilustrador, quadrinista e tudo mais. Ele era lindo, achava-o lindo desde a primeira vez que o vi, era lindo até o momento de abrir a boca:

- Você sabia que as pessoas usam vários lugares da Casa para trepar?
- Hum...
- É, fica tudo muito vazio, sem segurança. Dizem que o banheiro do 2° andar é o preferido.
- ...

Para o meu alívio ele pega um papel, uma caneta e resolve desenhar. Diz que vai desenhar a história da galinha, que ele não parava de contar que mandou para um festival de desenho na França cujo 1° prêmio era uma vaca. Mas não qualquer vaca, e sim A vaca, como ele ressaltava.
A caneta falha.
É a minha chance.
Fujo rapidamente, são 15h40 e eu ainda poderia encontrar a Kátia Flávia. Caminho apressada, a agência do banco é longe. Um mendigo dá um pisão no meu calcanhar e tira minha sandália do pé. Exausta, com pressa, impaciente, pronta para mandá-lo ao quinto dos infernos, desisto. Ele estava muito bêbado e balbuciava uma tentativa de desculpas.
Chego na porta do banco que já estava fechando. Há umas 50 pessoas lá dentro tão putas da cara como eu. Imagino eu entrando lá e procurando ela, a Kátia. Só por passar na frente da fila e ir falar com ela no caixa, seria linchada. Um filme da minha dolorida tarde passa rápido na minha frente enquanto olho a porta do banco. Vou embora sem salário e com uma cólica absurda que me acompanhou o tempo inteiro, em todas as minhas tentativas sem sucesso de ter um dia normal. Lembro do nome da banda de um conhecido: "Podia ser pior". Sim, podia. Não devia ter saído de casa hoje. Pelo menos é sexta-feira e eu vou dormir muito no final de semana. Claro, se a Igreja Filha da Puta Universal do Reino de Deus, que tem no meu bairro, não me acordar com o descarrego matinal.


30/09/2005